Francisco Berardi

Francesco Berardi, conhecido como “Lobo da Montanha”, nasceu em Salerno, Itália, e chegou ao Brasil em 1955. O amor pelas montanhas começou na Itália. Recém-chegado ao Brasil, começou a participar de atividades organizadas pelo Jornal Correio da Manhã, ingressando no CEB a convite do sócio Giorgio Speciale, no final de 1967. Sua primeira excursão foi ao Costão do Pico da Tijuca, tendo-se saído tão bem que logo foi convidado pelo guia José Vargas para escalar a via Jorge de Castro, na Agulhinha da Gávea. Fez muitos amigos no Clube, associando-se no dia 15 de maio de 1968. Inscreveu-se no Curso de Adestramento (atual Curso Básico de Escalada - CBE) no inicio de 1969.

Francisco BerardiFrancesco Berardi, conhecido como “Lobo da Montanha”, nasceu em Salerno, Itália, e chegou ao Brasil em 1955. O amor pelas montanhas começou na Itália.

Recém-chegado ao Brasil, começou a participar de atividades organizadas pelo Jornal Correio da Manhã, ingressando no CEB a convite do sócio Giorgio Speciale, no final de 1967. Sua primeira excursão foi ao Costão do Pico da Tijuca, tendo-se saído tão bem que logo foi convidado pelo guia José Vargas para escalar a via Jorge de Castro, na Agulhinha da Gávea. Fez muitos amigos no Clube, associando-se no dia 15 de maio de 1968. Inscreveu-se no Curso de Adestramento (atual Curso Básico de Escalada – CBE) no inicio de 1969. Já em 1970, tornou-se guia comissionado, tendo em vista que o CEB não realizava curso de guia há muitos anos, e os montanhistas que se destacavam eram convidados para ser “guias comissionados”. Sua primeira excursão oficial corno guia for ao Costão do Pão de Açúcar no dia 7 de junho de 1970. Em 1972, concluiu o Curso de Guia da Federação Carioca de Montanhismo (atual Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro – FEMEERJ). Desde essa época, Berardi nunca mais parou de praticar montanhismo e guiar caminhadas e escaladas, contabilizando mais de 2.300 excursões oficiais em sua última contagem. Também sempre participou das atividades administrativas do CEB, tendo assumido diversas vezes a presidência, a vice-presidência e atuado 7 vezes como diretor de montanhismo, e é sócio benemérito. Em 2016 recebeu o prêmio Mosquetão de Ouro, categoria Vida na Montanha, concedido pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME). Em 2020 completou 50 anos de guia do CEB e 80 anos de idade.

Abnegado e determinado em seus propósitos, e um fiel representante do montanhismo tradicional. É daqueles que se recusam a transformar a Montanha em mercadoria. Sua vasta experiência inclui expedições em montanhas de diversos países: Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Peru, Venezuela, França, Itália, Suíça, Áustria, Eslovênia, Quênia e Tanzânia.

Berardi sempre dividiu o planejamento e condução da empreitada em suas explorações. Em algumas situações com guias experientes companheiros de longa data no CEB. Mas em geral, provavelmente sem que tenha percebido, elegeu participantes frequentes com potencial para fazer essas parcerias. Muitos destes acabaram por fazer o curso de guia, engrandecendo o quadro técnico do clube, alçando voo com seus estilos próprios. Desta forma contribuiu para formação de uma geração de guias do CEB, entre eles Mauro Maciel e Claudia Bessa. O Berardi tem um GPS na cabeça. Já foi visto discutindo qual trilha seguir com quem estava de GPS e ele é que estava certo.

“Alguns o temem, por achar que ele é durão, mafioso, que só faz caminhada pesada, mas basta andar com ele para ver o quanto estão enganados. O quanto de cuidado ele tem para com os participantes. Sempre preocupado com quem está ficando muito para trás e trazendo sempre para a frente do grupo. Ele faz tudo isso e não deixa as explorações de lado, sempre buscando uma trilha para um cume nunca antes atingido” (Adilson Peçanha, guia do CEB).

“O exemplo de dedicação ao clube e ao montanhismo deve ser enaltecido e valorizado. As milhares de excursões guiadas por ele ajudaram a fazer do CEB um importante clube no cenário montanhístico nacional. Sua incansável busca pelo novo destino ao olhar o horizonte do alto de uma montanha deve servir de inspiração para as novas gerações de montanhistas” (Felipe Alvarenga).

Atualmente, o Lobo da Montanha, com 85 anos, continua nas montanhas, acompanhado da guia Claudia Bessa.