Votação 2026

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Categoria Montanhismo

Jeff Santos

Jeff Santos tem uma trajetória que foge do comum no mundo outdoor. Começou sua carreira após os 40 anos, quando muitos já estão parando. E ele fez do caminhar uma linguagem de transformação. Tornou-se o primeiro brasileiro (que vive no Brasil) a completar um desafio que apenas 750 pessoas no mundo fizeram: a Tríplice Coroa do Trekking, percorrendo mais de 12 mil quilômetros a pé pelas três maiores trilhas dos Estados Unidos: a Appalachian Trail (3.540 km), a Pacific Crest Trail (4.270 km) e a Continental Divide Trail (4.350 km), esta completada em outubro de 2025.

Julieta Santamaria

Julieta realizou a travessia completa e de forma autônoma do Caminho da Mata Atlântica, totalizando aproximadamente 4.200 km de caminhada. Ao longo do caminho, Julieta foi capaz de engajar diversos voluntários e entusiastas, que a acompanharam e a apoiaram em sua aventura. Nesse trajeto, deu diversas entrevistas e palestras, além de ter feito falas em algumas pequenas escolas por onde passava. Se tornou fonte de inspiração e conhecimento para muitas dessas pessoas, demonstrando a importância da caminhada e atividades ao ar livre para a conservação da mata. Percurso realizado de forma independente, sem apoio comercial, com logística própria carregando equipamentos e suprimentos necessários em ambientes de montanha, áreas remotas, zonas rurais, pequenos vilarejos e toda a diversidade da Mata Atlântica, sempre em respeito às normas e tradições locais.

Luiz Aragão e Rannier Barata

Aragão e Ranier Barata concluíram, entre abril e junho de 2025, a EXPED — expedição destinada a testar o traçado e a logística da Trilha Transmantiqueira (TMTQ), com aproximadamente 1.000 km de extensão. A iniciativa integra o Projeto BR-3, criado por Aragão, de caráter voluntário e sem fins lucrativos. O projeto propõe uma espécie de Tríplice Coroa do Hiking no Brasil, inspirado na Triple Crown of Hiking dos Estados Unidos, com o objetivo de testar, documentar e contribuir para a consolidação das três mais longas trilhas do país. Em 2024, foi realizada a travessia integral da Transespinhaço (MG), totalizando cerca de 750 km em 50 dias de caminhada. Ao final, foi produzido um relatório técnico contendo análise de traçado, ajustes estratégicos e proposta de logística, colaborando diretamente para o refinamento e fortalecimento da trilha.

Categoria Escalada

Ben Sotero

O ano de 2025 marcou a ascensão definitiva de Ben Sotero à elite do montanhismo mundial, consolidando-o como um dos escaladores mais técnicos e resilientes de sua geração. Radicado nos Estados Unidos, onde aprimorou seu estilo em grandes paredes e fendas, Sotero protagonizou dois feitos monumentais que elevaram o nome do Brasil no cenário internacional. O primeiro grande marco ocorreu em setembro, na Pedra da Fortaleza, no Espírito Santo, onde ele liderou a primeira ascensão em livre da via “A Resistência”. Ao lado de uma equipe de elite, ele passou nove dias vivendo em portaledges para vencer os 750 metros da parede, enfrentando uma logística brutal que incluiu chuvas torrenciais e calor extremo, resultando na liberação de uma das linhas de Big Wall mais difíceis e exigentes do país, com graduações que atingem o 10a brasileiro.

Ben Sotero, Chris Deuto, André “Zoio” Junior e Daniel Teitelbaum

A primeira ascensão em livre da via “A Resistência”, na Pedra da Fortaleza (ES), concluída em 23 de setembro de 2025, marca um dos momentos mais significativos do Big Wall brasileiro. O grande protagonista e motor desse feito foi o escalador Benjamin (Ben) Sotero, que retornou à montanha cinco anos após uma tentativa frustrada em 2020. Demonstrando uma resiliência impressionante, Ben Sotero liderou a estratégia e a formação de uma equipe de elite — composta por Chris Deuto, André “Zoio” Junior e Daniel Teitelbaum — para encarar os 750 metros de parede e 20 enfiadas de extrema dificuldade técnica (incluindo graus de 10a brasileiro).

Edemilson (Ed) Padilha, Valdesir Machado, Willian Lacerda e Elcio Muliki

A abertura da via “Folia do Divino” na imponente Pedra Riscada (Minas Gerais), concluída em 25 de agosto de 2025, representa um dos feitos mais grandiosos do montanhismo brasileiro recente. Uma equipa de elite, formada pelos escaladores paranaenses Edemilson (Ed) Padilha, Valdesir Machado, Willian Lacerda e Elcio Muliki, desafiou aquele que é considerado o maior monólito de rocha do mundo para traçar uma linha monumental de 1200 metros de extensão.

Categoria Altas Montanhas

Pedro Hauck

O ano de 2025 foi marcado por uma intensa agenda de expedições globais para Pedro Hauck. Na Cordilheira dos Andes, ele não apenas escalou o Aconcágua, mas também realizou 17 outras ascensões significativas em alta montanha na América do Sul, com destaque para as desafiadoras técnicas Quitaraju e Alpamayo. Um feito notável e inédito para um brasileiro foi a conclusão de todas as montanhas de 6.000m na emblemática província argentina de Catamarca, sendo ele o primeiro estrangeiro a concretizar essa façanha. No Himalaia, Hauck buscou o cume do Everest, alcançando 8.500m, mas optou por recuar de forma segura devido a ventos extremamente fortes. A África também esteve em seu roteiro, com as subidas do Pico Marguerita (Uganda), Monte Quénia e Kilimanjaro. Para finalizar o ano, ele dedicou-se a guiar nos vulcões do Equador e a escalar na Colômbia. No total, foram ascensões em alta montanha em 10 países distintos, com Pedro passando apenas oito noites em casa entre janeiro e novembro.

Tiago Toricelli

Estou com 49 anos e comecei minha vida em altas montanhas em 2008, com a subida do Huayna Potosi e o curso de escalada em gelo. De lá até hoje já são mais de 25 altas montanhas escaladas entre Denali, Killimanjaro, Elbrus, Aconcagua, Chimborazzo, Cotopaxi, Ilimani, Orizaba e Sajama. E além do desafio das montanhas, da preparação, como 4 montanhas em 7 dias no México, da busca por recursos próprios para viagens, equipamentos, há também no meu caso a busca pelo equilíbrio com o trabalho e obviamente com a família. Não sou um montanhista profissional. Sou um cara que trabalha em uma ocupação comum, e que tem que cumprir a carga horário completa no escritório das 08h00 as 18h00.

Wellington Miranda

O montanhista brasileiro Wellington Pereira Miranda, de 32 anos, realizou um feito raro ao escalar duas montanhas com mais de 6 mil metros de altitude num único dia, na região do Puna do Atacama. Em 16 de fevereiro de 2025, após subir o Ermitaño (6.145m), Wellington sentiu-se em boas condições físicas e aproveitou o clima perfeito para realizar uma travessia de aproximadamente 2h30 até o cume do Peña Blanca (6.081m), acompanhado pelo boliviano Alex Tinta. Com esta conquista, ele tornou-se apenas o quarto brasileiro na história a atingir dois cumes desta magnitude em menos de 24 horas. O atleta, que iniciou a sua trajetória nas montanhas da Serra do Mar paranaense, demonstrou um fôlego impressionante ao escalar ainda uma terceira montanha de 6 mil metros, o Nevado San Francisco, logo no dia seguinte, consolidando uma sequência de ascensões de alto nível nos Andes.

Categoria Escalada Esportiva

Felipe Camargo

Em setembro de 2025, o escalador Felipe Camargo atingiu o ápice técnico do esporte no continente ao realizar a primeira ascensão da via “Abaporu”, na Serra do Cipó (MG), propondo a graduação de 9b francês (13a brasileiro). Este feito histórico estabelece a via como a mais difícil da América do Sul e representa a culminação de décadas de dedicação do atleta, que precisou de um esforço físico e mental exaustivo para vencer a linha, chegando a cair nove vezes no último movimento difícil antes de finalmente completar a cadeia. Para Camargo, a “Abaporu” é uma obra-prima que traduz toda a experiência adquirida em anos de expedições internacionais para o solo brasileiro, consolidando o potencial técnico das montanhas de Minas Gerais.

Ian Padilha

O escalador paranaense Ian Padilha alcançou um marco histórico em sua carreira ao encadenar a via “Terceiro Elemento”, na Serra do Cipó (MG), no dia 3 de setembro de 2025. Com este feito, Ian atingiu pela primeira vez o 11a grau brasileiro (8c francês), um objetivo que perseguia com determinação há 12 anos. A conquista é particularmente notável pelo esforço e resiliência do atleta, que precisou equilibrar uma rotina intensa de trabalho na Conquista Montanhismo e narrações para a CEBescalada com viagens de 1.100 km e 15 horas de estrada para chegar ao setor. A via “Terceiro Elemento” é um desafio de alta complexidade técnica e física: são cerca de 30 metros de extensão com 53 movimentos em uma parede negativa, incluindo dois boulders de graduação V9 e um de V8, além de sessões de resistência e um pêndulo.

Mônica Pranzl

Em 2025, aos 54 anos de idade, Mônica Pranzl encadenou (guiando) a linha Barra Pesada (Xa), na Barrinha, RJ. Para quem não está atento à história da escalada brasileira, Mônica é uma das escaladoras mais importantes. Mesmo trabalhando e com um casal de filhos, ela está ativa há quase 40 anos. Desde quando começou a escalar ela se tornou referência, inclusive para vários dos melhores escaladores (em suas épocas). Todavia, não é apenas por isso que ela merece ser premiada e reverenciada, seu histórico conta muito. A escola da Mônica foram as montanhas. Escalou muitas linhas difíceis e complexas nas montanhas do Rio de Janeiro, Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Porém, é no segmento escalada esportiva que ela fez (faz) história. A partir de 1992, foi a primeira mulher no Brasil a guiar linhas entre VIIIa e IXc. Em 2025, ela rompeu a barreira do décimo grau com o Barra Pesada (Xa).

Categoria Montanhismo e Sociedade

Ednilson Feola “Caniggia”, Giancarlo Castanharo “Cover”, Gustavo Castanharo “Tavinho”, Maicon Kaeber e Wilson Rulka Ceslak

Conclusão do projeto de abertura de novos setores de escalada em três montanhas Paranaenses (Tucum, Cabaraquara e Sete). No ano de 2025 foi finalizado o projeto de abertura de novos setores de escaladas em três montanhas da Serra do Mar Paranaense. Apesar do grande potencial, a escalada em rocha não estava completamente desenvolvida nestes locais antes do presente projeto, o qual possibilitou novos horizontes de escalada tradicional para o montanhismo local. O primeiro local explorado foi a face norte do Tucum, na Serra do Ibitiraquire, no qual foram abertas 15 vias de escaladas entre 2018 e 2019, totalizando 1.670 m de novas vias, com graduação variando desde o 4º até 7a.

Lucas Sato

Lucas Sato é guia e instrutor de escalada, sócio no setor de cursos e escaladas, entrou para o time da Grade 6 em 2011 e desde então já formou mais de 450 novos esportistas por diversos estados do Brasil. Além disso, Lucas é o responsável pela atualização técnica da equipe e dos procedimentos utilizados nos cursos de escalada em rocha e gelo, seguindo o cenário mais atual do mercado internacional. Nascido e criado na selva de pedra da capital paulistana, amante de esportes, em 2007 se formou na primeira turma de Turismo de Aventura pela Universidade Anhembi Morumbi, lá conheceu a escalada e não parou mais de escalar.

Seu Dimas e a Dona Maria Elza

Seu Dimas e dona Maria Elza são proprietários do terreno onde está localizada a Pedra da Divisa. Sempre deixaram o pico aberto, apesar dos problemas causados por escaladores mal-educados. Eles são entusiastas do esporte, sempre recebem os escaladores com muita simpatia no terreno deles, recentemente abriram uma hospedaria próximo a base das vias, facilitando ainda mais a prática da escalada esportiva na região.

Categoria Montanhismo e Ação Local

Associação Escalar / André Berezoski Neto

Em busca de uma maior popularização do esporte em São Bento do Sapucaí/SP, e principalmente para quem não tem fácil acesso à escalada, em 2013, André Berezoski, o Belê, e 2 amigos criaram o BBloc, um ginásio de Boulder indoor. Também em 2013, através do BBloc, criaram a Associação Escalar, para promover a inclusão esportiva e social para crianças e jovens de baixa renda, pois moram em uma das melhores cidades para a prática do esporte. No início, o BBloc convidou o Centro Promocional Comunitário Ceprocom (entidade filantrópica, também de São Bento), para fazer parte do projeto-piloto, 1x/mês cerca de 55 crianças/adolescentes e 15 pcd´s, para escalar gratuitamente, gerando em torno de mais de 700 beneficiados; além do projeto Time com aulas semanais.

Câmara tematica de montanhismo e ecoturismo (CTME) do PNI

Completados 20 anos de atuação em 2025. Criada em 08 de outubro de 2005, a Câmara Temática de Montanhismo e Ecoturismo (CTME), instância do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Itatiaia (CC/PNI), tem como finalidade prestar apoio técnico à Direção do PNI, desenvolvendo atividades que auxiliem no aprimoramento das condições de gestão deste Parque Nacional. A CTME é composta por pessoas voluntárias que integrem ou não uma entidade ou instituição, não possuindo quantidade de membros previamente estabelecida. Algumas conquistas para o montanhismo nesses anos: […]

Inclusão e Aventura

O grupo Inclusão Aventura nasceu em 15 de novembro de 2022, a partir da iniciativa do montanhista Robson Lopes Roque, que reuniu amigos para conhecer a cadeira Juliette, um equipamento adaptado para trilhas com cadeirantes, na cidade de Campo Alegre. Na ocasião, o idealizador do projeto local, Thomas, realizou a doação da cadeira ao grupo, dando início oficialmente às atividades. A partir desse gesto, formou-se o Inclusão Aventura, com o propósito de proporcionar experiências ao ar livre para pessoas com deficiência física, especialmente cadeirantes. Ao longo de três anos de atuação, o grupo expandiu sua estrutura, adquirindo mais uma cadeira de trilha, duas cadeiras de corrida e duas mochilas adaptadas para transporte de participantes com menor peso.

Categoria Vida na Montanha

Antonio Paulo Faria

Antonio Paulo Faria é um dos nomes mais influentes e multifacetados do montanhismo brasileiro contemporâneo, destacando-se não apenas como um escalador de elite, mas também como geógrafo, historiador e um dos principais intelectuais do esporte no país. Carioca com uma ligação profunda com as serras fluminenses, ele construiu uma trajetória que une a prática técnica de alta performance à produção acadêmica e literária, tornando-se uma referência indispensável para a compreensão da cultura de montanha no Brasil.

Makoto Ishibe

Um dos maiores destaques da “Geração de Ouro” do montanhismo e escalada do Brasil. O escalador Makoto Ishibe tem um histórico notável no montanhismo, reconhecido por suas expedições na Patagônia e no Monte Roraima. Foi o primeiro brasileiro a escalar o Fitz Roy em 1989 (Franco/Argentino) e também o Cerro Torre (Patagônia) – fevereiro de 1991, pela via “Maestri”. Estas escaladas marcaram a história do montanhismo nacional. Além de ser o um dos conquistadores da clássica na Pedra do Baú, Domingos Gobbi. No Monte Roraima, abriu a inédita e exclusiva conquista desta montanha. Para ainda abrilhantar mais, realizou a conquista em 23 de fevereiro de 1989, uma nova via na Aguja Guillaumet.

Tonico Magalhães

Tonico Magalhães é uma das figuras mais emblemáticas e respeitadas do montanhismo brasileiro, sendo um dos grandes pilares da escalada técnica e da exploração na região serrana do Rio de Janeiro. Natural de Petrópolis, sua trajetória confunde-se com a própria evolução do esporte no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em em diversos outros locais, principalmente nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais onde se destacou como um conquistador incansável de centenas de vias de escalada e setores inteiros. Reconhecido por um estilo purista e por uma ética impecável na abertura de novas linhas, Tonico priorizou ao longo de décadas o respeito pela rocha e a segurança, tornando-se uma referência fundamental tanto para veteranos quanto para a nova geração de escaladores.

Categoria Homenagem Póstuma

Edson Vandeira

Edson Vandeira foi um montanhista experiente e fotógrafo profissional, muito querido na comunidade. Com ampla experiência dentro e fora do brasil. Em 2008, aos 19 anos, ele iniciou suas primeiras viagens e começou a praticar montanhismo. À medida que desenvolvia uma paixão pelas montanhas, também se interessou pelo mundo da fotografia, particularmente por imagens de aventura e natureza. Desde então, não parou de viajar e fotografar. Vandeira possuia sólida experiência em ambientes remotos e liderava grupos no Brasil, nos Andes e no Himalaia.

Mozart Catão

O alpinista brasileiro Mozart Catão (1962-1998) foi um pioneiro do montanhismo nacional, responsável por feitos históricos como a primeira conquista brasileira do Monte Everest e recordes mundiais de ciclismo em altitude. Sua trajetória, porém, foi tragicamente interrompida nos Andes. Mozart Catão faleceu em 3 de fevereiro de 1998, aos 35 anos, vítima de uma avalanche na face sul do Aconcágua durante uma tentativa de escalar a temida parede sul . Seu legado, porém, permanece vivo e Mozart é lembrado como um dos maiores esportistas brasileiros de todos os tempos, cuja determinação e paixão pelas montanhas inspiraram e continuam a inspirar novas gerações de aventureiros.

Werner Edvino Wiermes, Tarzan

Werner Edvino Wiermes, eternizado como o “Tarzan do Marumbi”, foi uma das figuras mais lendárias e emblemáticas do montanhismo paranaense e brasileiro. Nascido em Antonina, Litoral do Paraná em 1934, Werner transformou o conjunto de montanhas do Marumbi, na Serra do Mar, em seu verdadeiro lar e santuário. Sua conexão com a montanha era tão profunda que ele passou grande parte de sua vida vivendo em condições rústicas na base do conjunto, onde construiu seu próprio abrigo e se tornou uma espécie de guardião espiritual e físico da região.