Mônica Pranzl

Em 2025, aos 54 anos de idade, Mônica Pranzl encadenou (guiando) a linha Barra Pesada (Xa), na Barrinha, RJ. Para quem não está atento à história da escalada brasileira, Mônica é uma das escaladoras mais importantes. Mesmo trabalhando e com um casal de filhos, ela está ativa há quase 40 anos. Desde quando começou a escalar ela se tornou referência, inclusive para vários dos melhores escaladores (em suas épocas). Todavia, não é apenas por isso que ela merece ser premiada e reverenciada, seu histórico conta muito.
A escola da Mônica foram as montanhas. Escalou muitas linhas difíceis e complexas nas montanhas do Rio de Janeiro, Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Porém, é no segmento escalada esportiva que ela fez (faz) história. A partir de 1992, foi a primeira mulher no Brasil a guiar linhas entre VIIIa e IXc. Em 2025, ela rompeu a barreira do décimo grau com o Barra Pesada (Xa).

Em 2025, aos 54 anos de idade, Mônica Pranzl encadenou (guiando) a linha Barra Pesada (Xa), na Barrinha, RJ. Para quem não está atento à história da escalada brasileira, Mônica é uma das escaladoras mais importantes. Mesmo trabalhando e com um casal de filhos, ela está ativa há quase 40 anos. Desde quando começou a escalar ela se tornou referência, inclusive para vários dos melhores escaladores (em suas épocas). Todavia, não é apenas por isso que ela merece ser premiada e reverenciada, seu histórico conta muito.

A escola da Mônica foram as montanhas. Escalou muitas linhas difíceis e complexas nas montanhas do Rio de Janeiro, Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Porém, é no segmento escalada esportiva que ela fez (faz) história. A partir de 1992, foi a primeira mulher no Brasil a guiar linhas entre VIIIa e IXc. Em 2025, ela rompeu a barreira do décimo grau com o Barra Pesada (Xa).

Além de impressionar pela idade, esses feitos ganham mais importância porque eram pouquíssimas as mulheres que escalavam nos anos 1990 e 2000, e nessa época, Mônica participou ativamente de competições de escalada, ficando em primeiro lugar em muitas. Posteriormente, abandonou as competições e voltou a se dedicar às linhas na rocha.

Mônica teve dois acidentes graves, escalando. Em um teve fraturas múltiplas no pé, quando os médicos disseram que ela não poderia mais escalar. No entanto, ela não só voltou como passou a escalar ainda mais forte. Esse histórico mostra sua paixão e perseverança, mas, por causa desses acidentes, ela diminuiu sua presença nas montanhas e passou a se dedicar mais à escalada esportiva. A partir do ano 2000, ela ajudou a desenvolver ativamente na abertura de linhas no setor de escalada Barrinha, no Rio de Janeiro, onde escalou a maioria das linhas graduadas entre IXa e IXc. Também ajudou a desenvolver setores na Serra do Cipó (MG).

A presença da Mônica nos setores de escalada passa quase despercebida porque fala pouco, não grita e não xinga. Porém, quando ela está escalando é difícil alguém não notar sua técnica, leveza e resistência, o que se traduz em escalar com classe, mesmo hoje, aos 56 anos de idade. Definitivamente, a Mônica Pranzl é parte fundamental na história da escalada brasileira e precisa ter o devido reconhecimento. Todas essas informações são corroboradas por artigos em revistas, mídia eletrônica, livros e filmes. No entanto, as melhores referências são escaladores e escaladoras que conviveram e convivem com ela.

Local da realização: Barra Pesada (Xa ou 10a), na Falésia da Barrinha, Rio de Janeiro, RJ.

Data da realização: 14 de junho de 2025

Link de referência: https://feemerj.org/homenagem-monica-pranzl/