Paulo e Helena Coelho
Realizações: Tentativas sem oxigênio em diversos cumes do Himalaia. Na segunda ida ao Everest abandonaram o estilo da expedição de 1991 e começaram a forjar o alpinismo que é a marca registrada deles até hoje: escalada a dois (apenas o casal), leve, com pouca estrutura, sem grandes patrocinadores, por fair means, sem oxigênio suplementar ou sherpas, seguindo com fidelidade as regras do montanhismo enquanto esporte. Em 1999, Paulo e Helena estavam tentando escalar o Everest, quando já estavam próximo ao cume – já haviam subido 6.000 dos 8.850 metros – souberam que haviam dois alpinistas acidentados, precisando de ajuda. O casal não pensou muito e desistiu do “ataque final” para ajudá-los. A iniciativa de ajudar os dois alpinistas deu resultado: o casal conseguiu resgatar um dos alpinistas, o português João Garcia, ainda vivo. Ao descer do cume da montanha, Garcia teve congelamento, resultando na amputação das pontas dos dedos das mãos. A atitude de Paulo e Helena foi indicada a Unesco pelo Panathlon Clube de São Paulo, entidadade voltada à ética esportiva.
Mais Informações: http://www.webventure.com.br/h/noticias/ helena-e-paulo-coelho-recebem-premio-da-unesco/4963
http://altamontanha.com/a-historia-do-himalaismo-brasileiro-parte-iv/